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Cronicando




Escrito por Bruna Andrade / Leila às 14h49
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Palitos de fósforo

O que dizer? Dizer que sonhos são como palitos de fósforo. Você dorme e ele acende, a chama é linda, o momento é deliciosamente quente e você quer que ele dure para sempre. Mas não dura. Você acorda, o fósforo apaga e o que resta é apenas a madeira enegrecida, frágil, que se quebra com um simples sopro. Assim são os sonhos e a realidade. No sonho tudo é possível! Desde voar até aquela camisa de seda que o “tempo” não permitiu a compra. O sonho é nosso reino particular. Nele só aparece que nós queremos. O pesadelo é quando a realidade é tão cruel, as preocupações são tantas, que invadem o reino, como uma guerra infiel que nos tira a esperança. Mas logo ela passa, logo o reino se apaga.

A realidade é dolorida... No sonho tudo é lindo, leve, mágico, cósmico... Mas quando a chama acaba, vem um frio que dói nos ossos... Uma frustração, uma dor que arde... A realidade arde... A realidade é frágil. Algo errado que acontece, algo ruim que sucede a quebra...Quem dera pudéssemos viver no nosso reino pela eternidade! Lá não tem dor, pestes, pragas, lá tudo é anil e rosa... Nada arde... Mas quem tenta brincar de ser rei todo o tempo acaba se queimando... Não ignore a realidade. Ela é cruel, não pode ser substituída pelo reino anil e rosa. A chama tem que se apagar... É necessário. E se tentares continuar nessa teimosia infantil a chama queima a pele, e a realidade arde em dobro.



Escrito por Bruna Andrade / Leila às 14h48
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Escrito por Bruna Andrade / Leila às 14h48
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Manual de instruções

         Rasgue as juras de amor que te fiz... Elas já não valem nada. Queime as rosas que plantei; elas já não têm alma. Chore pelo final, mas chore pouco... Ele não merece tanto. Olhe para a lamina e pense no pior, fique com vontade, mas tenha medo. Fite o por do sol e não entenda o que ele te diz. Sorria, mas sorria com o olhar vazio. Sofra por falta de atenção. De chance, mas não a si mesmo. Esqueça-me, mas sonhe comigo...

         Essa é a receita para uma vida sem sentido. E não se esqueça de jurar amor eterno com os dedos cruzados nas costas.



Escrito por Bruna Andrade / Leila às 14h45
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Escrito por Bruna Andrade / Leila às 14h45
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Sinta pena...

A tristeza é tanta que não consigo chorar... Apenas mantenho fixo o olhar no que não posso ter... Rasguei meu coração em um milhão de pedaços e na hora de tentar colar sobraram retalhos pelo chão. Não sei porque ficar...  Só sei que se não tivesse medo já teria ido embora... Tenho vontade de ser de vidro, assim todos enxergariam o que ocorre dentro de mim. Meu peito é um campo de batalha onde a luta não tem fim. Meu corpo se meche sem meu consentimento... Não sinto a água quente tocando meu corpo, apenas o vazio das gotas que caem com receio em minha pele e logo escorrem. Pedaços de sentimentos mortos pelo chão, o som dos cascos dos cavalos na rua lá fora. Parem tudo... Parem os ponteiros dos relógios, e observem a lagrima escorrer no rosto de quem já foi forte... Ela cai eternamente e enquanto escorre, congela... Lagrima sem brilho de tão triste. Já não há vontade de ter vontade...



Escrito por Bruna Andrade / Leila às 14h42
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Escrito por Bruna Andrade / Leila às 14h42
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Patchouli

         Quando sinto aquele cheiro, de perfume ordinário misturado com o vento seco me lembro do que já fiz por você, do que já planejei com você, de que já amei você. O aroma que sobe em espirais como o vapor da água quente daquela ducha tomada a quatro mãos me atinge no peito com a força de um golpe de tirar o ar; aroma do perfume que usei por anos e que por medo de senti-lo novamente guardei com carinho atrás do velho dicionário empoeirado. O medo daquele aroma que me lembra os “bons-maus” momentos. Sim, me lembra os dois... Desde as tardes românticas regadas a Cabernet até pratos arremessados na parede com a potencia das lagrimas. Mas o cheiro agora vem com uma nota a mais, a solidão. Aquele perfume que me parecia tão... Companheiro... Agora esta só... Solidão alimentada com noites sem dormir vira ódio...E a cena que me tira a vontade de sonhar se desgasta como uma parede de Veneza. Fique com ela! A possua! Tome-a nos braços como fazia comigo! E eu? Continuarei olhando o horizonte sem nuvens até que o sol vá iluminar outros cenários desconhecidos. Hoje, minha alma é de perfume... Nos lembramos da fragrância e sentimos aquela saudade amarga porque o aroma de verdade foi levado pelo vento.



Escrito por Bruna Andrade / Leila às 14h34
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